Reforma currícular
Assunto: Reorganização curricular, dois tempos letivos de 45 minutos um para História outro para Geografia.
Mais um tempo lectivo é fundamental para o Grupo Disciplinar de História, permitirá melhorar o aproveitamento e sucesso dos alunos, particularmente no sétimo ano de escolaridade onde persiste um elevado nível de insucesso que se projeta nos anos seguintes, praticamente desde que lhe foi retirado um tempo na última reforma curricular no início da década de 2000. Assim não temos dúvidas de que é acertado que se faça um reforço da carga horária nos termos em que foi anunciado pela tutela. Em conformidade esperamos que, ao nível dos órgãos de gestão da escola, se dê seguimento ao determinado publicamente pelo Senhor Ministro da Educação, isto é, que cada disciplina, a de História e a de Geografia, obtenham os referidos acréscimos de tempos letivos. Pois a necessidade é por demais evidente:
--- O grupo de História tem muita dificuldade em cumprir os programas, nomeadamente nos sétimos anos. Com exceção do ano letivo de 2010/2011, sempre teve de planear o tema D para ser lecionado no in ício do oitavo ano e a nova organização curricular centrada nas metas e conteúdos vem agravar esta situação de falta de tempo;
--- O elevado nível de insucesso verificado sistematicamente nos sétimos anos, na disciplina de história, em média nos últimos cinco anos é muito elevado, cerca de 18% dos alunos. Deve-se ao facto de apenas haver um tempo lectivo por semana, um enorme interregno entre as aulas que quebra a continuidade e compreensão das matérias. Há falta de tempo para motivar os alunos e trabalhar com fontes históricas, são insuficiências que se reproduzem negativamente nesse ano e nos seguintes;
--- O programa curricular de História do terceiro ciclo é extenso, denso e complexo. A História envolve toda a dimensão da existência humana, no espaço e no tempo, desde as origens até à atualidade. A economia, a sociedade, a política, a arte, os eventos, os complexos histórico-geográficos, os valores, a cultura, as personalidades, as catástrofes, (naturais e produzidas), o património natural e construído, as Instituições, os conceitos de inteligibilidade social, política, económica, religiosa, estética e artística. Todas as civilizações, numa perspetiva sincrónica e diacrónica, a heurística e a hermenêutica. O patriotismo e a nacionalidade ainda são valores da alma portuguesa que a História permite manter vivos. É neste contexto de importância e de reconhecimento público da sua necessidade para uma formação integral dos nossos jovens que o ministério lhe atribuiu mais um tempo;
---A História é fundamental para a formação do cidadão e da cidadania, para compreender o presente planear o futuro e valorizar a democracia. Incute o sentido do dever individual e coletivo, da partilha de responsabilidades e de direitos, particularmente potencia consciências tolerantes, solidárias abertas à inovação e empreendedoras. Generosamente fomenta espíritos críticos, ávidos de humanismo e humanidade;
---Consideramos ser necessário para concretizar o Programa Curricular de História, atingir os seus fins naturais, de acordo com as metas, particularmente no sétimo ano, o determinado publicamente e institucionalmente pelo Senhor Ministro da Educação ou seja, a atribuição de mais um tempo letivo nesse ano de escolaridade, beneficiando todo o processo de ensino-aprendizagem, nomeadamente o sucesso sustentado e harmonioso de uma grande parte dos alunos, ao longo do ciclo e subsequentemente combatendo o abandono escolar. Mais de 15% dos alunos não tem tido sucesso na disciplina de História do sétimo ano, ao longo da última década, desde que foi retirado um tempo lectivo, situação que consideramos muito gravosa. E é a falta desses 45 minutos que tem sido repetidamente referida pelos docentes como a justificação principal, a causa desse insucesso;
--- Na última reforma curricular, a partilha de tempos, foi amplamente discutida, pelos órgãos competentes desta escola, tendo-se concluído pela presente situação. Ambas as disciplinas perderam quarenta e cinco minutos, foi equitativo e por isso justo. Durante todos estes anos em que vigorou, os currículos não foram alterados…A nova situação criada pelo ministério da educação de repor esses tempos anteriormente perdidos às duas disciplinas, é acertada, necessária e respeita a dimensão original dos dois currículos
---Os professores de História com profissionalismo, sentido de partilha e dever de servir os alunos, com a veemência de vivermos o nosso trabalho servindo a sociedade que nos confiou esta tão nobre missão de aprender, partilhar e ensinar regozijam-se com enorme alegria perante a perspetiva de mais um tempo letivo. Poderemos expandir a nossa ação pedagógica na realização de trabalhos práticos, história local e regional, reproduções, encenações e dramatizações. Trabalhar com fontes, coisa que é fundamental para se apreender a noção de tempo e de evolução civilizacional, motivar muito mais os alunos logo no primeiro ano, é marcantemente fundamental para ficarem a gostar da disciplina, trabalharem mais e serem bem sucedidos nos anos seguintes
--- Assim, neste contexto, exercendo o nosso direito e dever de contribuir para o ideal de excelência de educação da escola, e no cumprimento do projeto educativo, que prosseguimos individual e coletivamente, vimos por este meio reconhecer que estamos em presença de uma melhoria significativa das condições de trabalho dos professores de História.
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